Cheio de Vazios

Existe uma discrepância na forma como vemos as mesmas coisas. Existe um vazio no que eu sinto. Existe um vazio que eu não sinto, que eu não vejo e que eu não consigo expressar. O vazio do que eu não consigo sentir por estar em lugares sempre cheios – cheios de sentimentos, cheios de vontades e ao mesmo tempo, vazios de porquês. E aí nesse vai e vem de indecisões, tudo fica guardado. Em desuso, no vazio. E eu não paro de viver por causa dele. Eu saio, rio e converso, às vezes, até demais. Porque o vazio sempre está lá e tem que ser preenchido de alguma forma. Tem sempre aquele momento em que a guarda se desarma, o vazio bate, abate e pesa… ou não. Um lugar cheio de nada, cheio do nada, numa vila de ninguéns, numa cidade invisível, num mundo transparente. E novamente você lembra o que é conviver com ele. Diariamente. Constantemente. Existe uma falta de sentido nos desejos e tudo isso é completado com um imenso vazio. Daí, a gente se completa, ou não!

Foto: Cristiano Mistura

CRISTCHANO

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